3.º Domingo Depois da Páscoa – Domingo do Bom Pastor e das Vocações – 3 de maio de 2015

S. João 10,1-10

A parábola descrita neste passagem bíblica, bem como acontece com todas as outras, é verdadeiramente desafiante na nossa condição de crentes que seguem a Jesus Cristo.

Mas se isto é sempre verdade, mais hoje se impõe, dadas as circunstâncias em que vivemos e tendo em conta que este texto é escrito em tempo de pandemia que nos obrigou ao distanciamento social.

Estou profundamente convencido que este tempo de isolamento, é, também, um tempo de transformação, no qual nos questionamos permanentemente sobre a nossa condição, qualidade e sentido de vida.

E dentro desse questionamento a presença (ou ausência…) de Deus nas nossas vidas toma um significado especial e faz-nos perceber como somos umas ovelhas perdidas, com uma forte e ofegante necessidade de ouvirmos a voz do Mestre, o Bom Pastor que cuida de todos com Amor. Um Amor verdadeiramente generoso, resplandecente, cheio de conforto e, como acabei de ouvir antes de escrever estas linhas, inclusivo, do qual todos somos potenciais beneficiários. Aquele guarda que é único capaz de abrir-nos a porta que tanto ansiámos alcançar.

Este tempo dá-nos, ainda, a noção clara da nossa vulnerabilidade e fragilidade, colocando-nos perante a evidência que nada do que possuímos, ou conquistamos faz sentido, se não for vivido e partilhado à luz do caminho e da missão que Deus confiou a cada um de nós.

Sendo este o Domingo do Bom Pastor, daí a passagem bíblica em causa, a Igreja instituiu, também, este como sendo o Domingo das Vocações. E nessa sequência, este é também um momento de discernimento, avaliação e aplicação daquilo que são as nossas diferentes vocações, não esquecendo que vocação, não é termos “jeito para”, mas sim sermos chamados a ser!

Ora, num tempo de grande exigência como é o atual, cabe-nos assumirmos a nossa vocação, naquilo que Deus nos chama a Ser, e dar testemunho disso ao mundo.

Essa é a vontade do nosso Bom Pastor e a nós, as suas ovelhas, cumpre-nos segui-lo para termos vida em abundância e a podermos partilhar, com Amor.

Pedro Fernandes

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