6.º Domingo Depois da Páscoa – Domingo da Expectação – Domingo da Comunhão Anglicana – 24 de maio de 2020

S. João 17,1-11

Este texto é aquele que mais me emociona de toda a Bíblia. Trata-se de uma oração de Jesus por todos nós, por todos os seus discípulos.

Quando o Senhor sabe que o seu tempo de crucificação, mas também de glorificação, é chegado, nesta prece Ele manifesta a Sua preocupação pelos cristãos que ficaram na Terra até à sua vinda final.

A oração começa por louvar ao Pai por o fazer retornar ao Seu lugar, a Sua morada divina, antes da Sua encarnação como um de nós. Sabe que vai sofrer muito, mas sabe qual o Seu destino, e sabe porque tem que cumprir atá ao fim a Sua missão. Permitir que a Sua morte nos permita entrar também na Sua morada celeste, se nos arrependermos contritamente de nossas falhas, por muito grandes que tenham sido.

Logo de seguida, então, Ele lembra-se daqueles que aqui ficarão, ainda vivos. E explicita-me Ele pede que Deus nos proteja e que não nos abandone, que nos porteja face à maldade do mundo.

A pandemia que estamos a viver é apenas um dos momentos históricos nos quais gerações de cristãos se reviram nesta oração. E em muitas delas, como nesta, o mal tinha origem humana, da soberba social, da humilhação dos pobres, da destruição da criação de deus, animais, água, plantas, seres humanos em nome da ganancia. A quarentena, na historia da humanidade, foi sempre um momento de aprendizagem para aqueles que ficarem aprenderem que a missão de um cristão é seguir a de Cristo, nosso redentor: que dependemos do Amor de Deus Pai em todos os momentos da nossa vida, e que temos que olhar uns pelos outros, incluindo por toda a criação que não humana. Possamos aprender o que nos falta com o sofrimento pelo qual estamos todos a passar.

Clara Costa Oliveira

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