S. Bartolomeu, Apóstolo – 24 de agosto de 2020

S. Mateus 16,21-28

Jesus conhece o coração do homem. Por isso, pode chamar, com autoridade, aqueles que quer mais perto de si. O Senhor chama para pôr os homens em relação com o céu, para revelar o seu ser, que está em completa relação com o Pai e connosco, ponto de convergência do movimento de Deus rumo aos homens e do anseio dos homens por Deus: Filho do homem e Filho de Deus. Na verdade, quem se aproxima de Jesus vê o céu aberto e os anjos de Deus subir e descer sobre o Filho do homem. Os Doze estão com Jesus porque devem ver o Pai agir e permanecer no Filho do homem, numa união que se manifestará plenamente na paixão de Jesus, quando for erguido na cruz e novamente introduzido na glória do Pai. Então se realizará o sonho de Jacob.

Todos somos chamados a esta profunda revelação. Na Eucaristia revivemos o mistério da morte e da glorificação de Jesus, sacerdote e vítima da nova aliança entre o Pai e os homens. E, com Ele, queremos ser também sacerdotes e vítimas fazendo a oblação de nós mesmos, para glória e alegria de Deus e para salvação da humanidade. O Senhor revela-se a nós como aos Apóstolos, os doze alicerces, sobre os quais se apoia a muralha da cidade.

Deus compraz-se naqueles que caminham diante dele na simplicidade do seu coração. Aqueles que usam a dissimulação e a astúcia provocam a sua cólera. O Espírito Santo retira-se daqueles que são duplos e dissimulados. Natanael ganhou o coração de Nosso Senhor pela simplicidade e retidão do seu coração. Deus não desprezará nunca a simplicidade, diz Job. Não rejeitará aqueles que se aproximam dele com simplicidade. O Espírito Santo assegura-nos que os cumulará com os seus dons e as suas bênçãos. O simples é bem-sucedido nos seus desígnios e Deus abençoa-O. Segue os caminhos de Deus. Deus frustrará os que são dúplices e dará as suas graças aos humilde, os simples são acarinhados, estimados por Jesus, como aquelas crianças do Evangelho que Jesus atraía apesar dos seus apóstolos. «É imitando esta inocência e esta candura de crianças, dizia Jesus, que vos haveis de tornar agradáveis ao meu coração» (Mt 18).

Como é que havemos de hesitar em amar e em praticar a simplicidade?

Jorge Filipe Fernandes, adaptado de dehonianos.orgo

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