Transfiguração de Nosso Senhor – 6 de agosto de 2020

S. Mateus 14,22-33

Lucas é o único dos evangelistas que começa a narração deste relato assim: “Jesus (…) subiu à montanha para orar”, e que, portanto, também é o que especifica que a transfiguração do Mestre se produziu “enquanto orava”. Este não é um fato de importância secundária.

A oração é apresentada como o contexto, natural, para a visão da glória de Cristo: quando Pedro, João e Tiago acordaram, “viram a glória de Jesus”. Não só a glória d’Ele, mas também a glória que Deus já manifestara na Lei e nos Profetas; estes, diz Lucas, “apareceram revestidos de glória”. Efetivamente, também eles encontram o próprio esplendor quando o Filho fala ao Pai no amor do Espírito. Assim, no coração da Trindade, a Páscoa de Jesus, “a saída deste mundo que Jesus iria consumar em Jerusalém” é o sinal que manifesta o desígnio de Deus desde sempre, levado a cabo no seio da história de Israel, até ao seu cumprimento definitivo na plenitude dos tempos, na morte e ressurreição de Jesus, o Filho encarnado.

Convém-nos, agora e sempre, recordar que só deixando aflorar o Espírito de piedade na nossa vida, estabelecendo com o Senhor uma relação familiar, inseparável, é que poderemos gozar a contemplação da sua glória. É urgente deixarmo-nos impressionar pela visão do rosto do Transfigurado. Daquele que fez de Pedro e dos seus companheiros testemunhas autênticas do Cristo vivo. E que também quer fazer de nós testemunhas, uma vez que “felizes os que, não vendo, creram”.

José Manuel Santos, adaptado de http://evangeli.net/evangelho/feria/II_16o

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